Alimentação. Novos hábitos - Doutor das Crianças - Guia Médico

13 Fevereiro 2017
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Alimentação. Novos hábitos - Alimentação. Novos hábitos




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Aos doze meses, a criança faz quatro refeições por dia, muitas vezes coincidentes com as dos adultos; já pega na colher, mas não consegue levá-la à boca. Aos quinze meses, controla a colher e aos dezoito entretém-se a brincar com a comida. A partir do ano, o apetite pode variar de uns dias para outros sem que isso pressuponha a existência de algum problema.

Sempre que existirem suspeitas de falta de apetite, é conveniente controlar a sua curva de peso, já que mediante este controlo se pode verificar se continua a engordar e a crescer convenientemente. Se não tiver vontade, não a force a comer; experimente reduzir o número de refeições, dando-lhe uma quantidade de alimento suficiente, e se passados 20-30 minutos, ela não tiver comido, retire o prato, sem a repreender nem mostrar sinais de desgosto, já que geralmente o apetite se normaliza naturalmente.

Começam a manifestar-se os gostos e as aversões, que representam uma outra fase do processo de definição da sua personalidade. Nesta idade, a dentição da criança já está preparada para mastigar alimentos moles e é frequente querer comer os alimentos sólidos dos adultos. A relação com a mãe durante o horário das refeições modifica-se. A criança passa a exigir uma maior participação na aceitação ou recusa dos alimentos e tenta comer sozinha. A medida que cresce, recusa que lhe dêem de comer porque quer fazê-lo sozinha. Isto pode ser positivo se a mãe ou a pessoa que trata dela aceitarem o seu desejo de independência como prova de um processo de maturidade e não como um capricho inútil.

Aprender a comer sem ajuda é uma tarefa difícil e agradável para uma criança, mas para a mãe pressupõe ter de tolerar a sujidade e a desarrumação que inevitavelmente se produzem. E conveniente aceitar, permitir e estimular o seu desejo de aprender. A criança tem tendência para pôr de parte a colher e pegar na comida com a mão. Tudo isto faz parte do processo de aprendizagem e não deve ser repreendida por isso. Também é frequente atirar com o prato ou virá-lo ao contrário, quando acaba de comer ou quando não lhe apetece mais, ou então cuspir os últimos bocados de comida.

Nenhum destes gestos deve ser interpretado como formas de agressividade, porque são simplesmente uma forma de comunicação que ela aprende por volta dos doze meses e que consiste em atirar com as coisas para que a pessoa que está ao pé de si as apanhe. Entre os doze e os dezoito meses, é normal que queira continuar a beber pelo biberão em determinadas horas, não havendo razão para a impedir, já que mais tarde será ela própria a recusá-lo.

Ao completar dois anos, torna-se mais caprichosa com os alimentos e utiliza as horas das refeições para manifestar qualquer tipo de zanga que tenha com a mãe. Entre o primeiro e segundo ano, aumenta consideravelmente o tipo de alimentos que ingere, passando o leite e seus derivados a proporcionarem-lhe um pouco menos de metade das suas necessidades calóricas, como veremos no capítulo XI de forma mais pormenorizada. Nesta idade, deve começar-se a criar na criança hábitos alimentares adequados. A pouco e pouco devem introduzir-se novos alimentos que proporcionem novos sabores e maior consistência, estimulando a mastigação e permitindo à criança mostrar as suas preferências. Apenas se devem evitar alimentos muito açucarados e muito salgados.

Pode beber a quantidade de líquidos que deseje, mas não deve beber mais de meio litro de leite por dia, porque se o fizer é normal que não queira outros alimentos, podendo esta recusa ser interpretada como falta de apetite quando o que acontece é que as suas necessidades estão já supridas pelo excesso de leite. Por volta dos dois anos, a criança já esta em condições de ter uma alimentação variada e equilibrada, semelhante a de um adulto.

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