Alimentação. Quando, como e com que começar

23 Agosto 2014
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Existe o costume de dar ao bebé soro glucosado, durante as primeiras seis a oito horas de vida. No entanto, se a mãe não estiver demasiado esgotada ou com algum outro problema, o bebé deve ser colocado ao peito logo nas primeiras horas de vida, inclusive durante a primeira hora, nem que seja unicamente para o iniciar na sucção. Esta prática, para além de ajudar à contração do útero, estimulará a secreção do colostro, um leite de aspeto claro e transparente, que alem de ter efeitos muito proveitosos se transformará em alimento completo e perfeito para satisfazer todas as necessidades do recém-nascido. Mas se a mãe estiver muito cansada ou com dores, não haverá problema cm adiar doze ou vinte e quatro horas o início da alimentação.

O recém-nascido manifesta a sensação de fome através do choro e com movimentos da cabeça, tentando chegar com a boca ao mamilo ou à tetina do biberão. Ele é perfeitamente capaz de mamar ou engolir líquidos desde o nascimento e tem também desenvolvido o reflexo do vómito, sendo frequentes alguns pequenos vómitos de secreções mucossanguinolentas durante as primeiras horas. Se os vómitos persistirem depois de começar a mamar, deve ser observado pelo pediatra.

Durante os seus primeiros dias de vida, o bebé dará sinal de fome a intervalos irregulares, mas o habitual é que no fim da primeira semana cie próprio regularize as mamadas espaçando-as em três ou quatro horas. Geralmente, o bebé é perfeitamente capaz de satisfazer as suas necessidades, manifestando a intervalos, mais ou menos certos, o seu desejo de mamar. A forma mais eficaz e cómoda de programar as mamadas consiste em adaptar-se aos horários impostos pelo bebé através do choro ou da sucção. Não é necessário despertá-lo para lhe dar de mamar.

Não vejo conveniência em seguir um horário rígido. O ideal para o bebé e o mais cómodo para a mãe é tentar adaptar-se, desde o início, às suas exigências, permanecendo ao pé de/e para poder conhecer os seus ritmos. Quanto ao tempo que deve permanecer ao peito, pode servir de referência mantê-lo aproximadamente cinco minutos em cada mama, durante a primeira semana, e depois ir aumentando o tempo, de acordo com as suas exigências.

Não devemos esquecer que nos lactentes, tal como nos adultos, existem diferentes padrões de apetite: há bebés que mamam rapidamente e outros que mamam com energia, mas mais lentamente. Os maiores mamam mais depressa do que os mais pequenos e o leite pode sair lentamente de uns seios ou mais rapidamente e sem esforço de outros.

Está demonstrado que o bebé costuma tomar quase todo o leite de que necessita durante os primeiros quatro ou cinco minutos e não convém que permaneça mais do que quinze minutos ao peito porque, a partir daí, só utiliza o mamilo para chuchar sem extrair nada e, possivelmente, estará a engolir ar que lhe pode causar dores abdominais. Um método recomendável consiste em mantê-lo na primeira mama até que as suas sucções diminuam bruscamente, e na outra até que adormeça ou deixe de mamar.

Para ter uma secreção abundante de leite é importante que as mamas se esvaziem, devendo portanto dar de mamar em ambas de cada vez. É conveniente começar pela última mama que se ofereceu na mamada anterior porque ajuda ao esvaziamento regular das glândulas mamárias e evita possíveis transtornos na produção de leite. E normal que nos primeiros dias depois do parto sinta um certo grau de distensão na mama, o que lhe pode causar mal-estar e que desaparece quando o bebe mama.

Quando não for possível alimentar o bebé ao peito, deverá dar-lhe um biberão de leite especial para bebés, prescrito pelo pediatra, fazendo a primeira toma a partir das três ou quatro primeiras horas de vida, sem o forçar a comer porque há bebés que iniciam a alimentação mais tarde, ao fim das primeiras vinte e quatro horas.

Se começar com um leite em pó, prepare a mistura utilizando água fervida, seguindo com exactidão as indicações que constam na embalagem, não devendo, em caso algum, acrescentar mais pó do que o recomendado. As tomas do primeiro e segundo dias costumam ser de 20 a 30 cc, aumentando-se progressivamente uns 10 cc por dia em cada toma, ao longo da primeira semana, alcançando aproximadamente os 80 cc aos oito dias. A estes adicionam-se cerca de 10 a 20 cc por toma, cada semana. Estas quantidades servem apenas para orientação, porque desde os primeiros dias o bebé é capaz de adequar a ingestão de leite às suas necessidades, de reconhecer os sabores e mostrar preferências pelo doce. Por esta razão, não é aconselhável dar-Ihe água glucosada, pois é possível que passe a querer todos os biberões mais açucarados e que recuse a água.

O pediatra deverá sempre controlar a alimentação do bebé, sobretudo quando esta é artificial.