22 Janeiro 2015
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As Cólicas




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Como já disse anteriormente (O Choro), durante os primeiros três ou quatro meses muitas crianças têm crises de choro que correspondem a episódios de dor abdominal denominados “cólicas”. A causa não está bem definida, atribuindo-se contudo a responsabilidade à imaturidade do aparelho digestivo da criança durante os primeiros meses. A cólica caracteriza-se por um choro contínuo e desesperante, com uma duração variável, que pode oscilar entre uns minutos e horas. Enquanto chora, a criança pode encolher as pernas dando a sensação de que lhe dói a barriga. A dor parece ser mais intensa em determinados momentos, diminuindo depois para recomeçar mais tarde. As crises de choro são mais frequentes à tarde e ao anoitecer, embora possam surgir a qualquer hora do dia ou da noite.

Alguns bebés têm vários episódios por dia e outros podem ter só um. É difícil conviver com um bebé que tem cólicas.

A primeira medida é consultar o médico, que determinará se o choro é devido a um quadro de cólicas do lactente e se não existe outro problema. O médico explicar-lhe-á que este problema não afeta o desenvolvimento da criança, que continuará a engordar e a crescer regularmente e que, por estranho que pareça, as intermináveis crises de choro não lhe causam nenhum desgaste nem têm repercussões negativas.

Regra geral, os bebés que têm cólicas são bastante saudáveis, sem outros problemas. E importante que os pais estejam conscientes disto, já que os ajudará a diminuir a angústia e o desespero que podem sentir durante as crises de choro.

Quando uma criança tem cólicas, é recomendável não estar permanentemente a seu lado, pois a situação pode chegar a ser esgotante e produzir, na mãe ou no pai, um estado de ansiedade que se repercute negativamente na criança.

Não existe nenhuma receita mágica para acalmar as crises de choro, no entanto alguns bebés melhoram em determinadas posições, por exemplo, deitados de barriga para baixo. Outros podem sentir-se aliviados quando lhes pegam ao colo, os embalam ou passeiam. Às vezes é aconselhável aplicar um pouco de calor ou dar-lhes mas massagens sobre a barriga para relaxar os músculos do abdómen.

Ocasionalmente, o médico pode pôr a hipótese de mudar de alimentação, substituindo o leite por um preparado sem proteínas de vaca, quando a criança é alimentada a biberão ou retirando o leite de vaca da alimentação da mãe quando a criança é alimentada ao peito, embora nenhuma destas medidas faça desaparecer o problema. Por vezes, a situação melhora quando se evita que o bebé engula ar; isto consegue-se substituindo a abertura da tetina e não deixando o bebé chegar à hora da mamada faminto.

De qualquer modo, é fundamental recordar que, por volta do terceiro mês, o choro motivado pelas cólicas vai desaparecendo gradual e espontaneamente. É frequente associar as cólicas à presença de gases intestinais. Um remédio universalmente aceite para aliviar as dores consiste em administrar “chá de anis”, uma substância inofensiva de duvidosa eficácia, mas que pelo menos não tem contra indicações. Há que evitar cair no erro de dar medicamentos sem controlo médico, a conselho de uma amiga ou vizinha; o bebé é especialmente vulnerável e não se deve dar nenhum remédio sem indicação do pediatra.