28 Dezembro 2014
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Birras




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As fúrias e as birras aparecem em quase todas as crianças entre os quinze meses e os dois anos, sobretudo nas mais ativas, enérgicas e decididas, como forma de demonstrar o seu próprio temperamento. São mais frequentes nos rapazes do que nas raparigas e aumentam por volta dos três anos.

As birras representam o choque da personalidade em desenvolvimento da criança contra a vontade dos adultos. O desejo de pôr em prática novas experiências, de imitar o que vêem, a insegurança, as normas de educação demasiado rígidas que não valorizam a personalidade individual da criança, a sobre proteção e a hesitação no comportamento dos pais são factores que favorecem o seu desencadeamento. A criança sabe claramente o que pretende e irrita-se quando não pode fazê-lo porque os adultos não a deixam.

Quando é contrariada, revolta-se, não aceitando o direito da mãe de controlar tudo, explode encolerizada e não lhe ocorre outra reação senão gritar, chorar e atirar-se para o chão dando pontapés ou cabeçadas, ou atirar objetos que tem ao seu alcance. Uma birra de vez em quando não tem importância de maior e não deve ser motivo de preocupação; no entanto, quando as birras são frequentes, a criança deve ser observada para despistar eventuais causas.

Também pode dar-se o caso, embora raramente, de que as fúrias frequentes sejam expressão de alguma doença ou transtorno, como quando existe uma audição deficiente que impede a criança de comunicar corretamente. Na maioria dos casos, não existe nenhuma doença, mas é possível que a criança não tenha as condições adequadas para brincar, ou que a mãe ou a pessoa que trata dela a induzam, sem querer, a rebelar-se violentamente, pressionando-a e impedindo-a de ter um controlo mínimo da sua vida.

Deixá-la brincar ao ar livre, num espaço onde não corra riscos e onde não seja necessário estar continuamente a alertá-la para que tenha cuidado; fazer com que ela não se sinta controlada, deixando-a, por exemplo, comer sozinha ou sentar-se voluntariamente no bacio, são medidas que a podem ajudar.

Quando a birra estala, a criança não é capaz de ouvir nada a não ser a sua própria cólera e é possível que se assuste com a intensidade das suas reações. Não serve de nada tentar fazê-la raciocinar nesses momentos. Muitas fúrias são o resultado da insistência excessiva sobre algo que é realmente banal; embora a disciplina e a obediência sejam valores importantes, não esqueça que devem ser sempre doseadas. É importante que os pais não percam a calma, não gritem e, obviamente, não batam na criança.

Enquanto dura a birra, evite que a criança se magoe mas não lhe demonstre demasiado interesse. Uma atitude de indiferença é o castigo mais severo que pode aplicar e lembre-se que é fundamental fazê-la compreender desde o início que as birras são horríveis e inúteis para conseguir o que pretende. Em geral, a criança acalma-se rapidamente após a fúria. Nesse momento, deve dar-lhe carinho e segurança, mas nunca lhe dê nada que possa ser interpretado como uma recompensa.

Analise o fator que desencadeia a birra; verifique se não estará exigindo à criança mais do que ela pode dar; se não estará a ser demasiado rígida ou a sobre protegê-la ou se no momento da birra ela não estaria muito cansada ou com fome. A sensatez, a paciência, o bom senso e o sentido de humor dos pais são um contributo importante para controlar o aparecimento das birras.