Calendários de vacinas

1 Maio 2016
Categoria:
Vacinas
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As vacinas ou imunizações são preparados específicos para prevenir o aparecimento de determinadas doenças. Atualmente existe um número significativo de vacinas que tem permitido erradicar numerosas doenças infeciosas.

É certo que algumas vacinas podem ter efeitos não desejados; no entanto os benefícios superam amplamente os riscos, pelo que nada justifica não vacinar um bebé saudável. As únicas contra-indicações para vacinar um bebé saudável são a existência de alguma doença infeciosa no momento previsto para a vacinação ou o risco real de ser alérgico a algum dos componentes da vacina. Se no momento da vacinação existe uma infeção que não tenha sido detetada, pode acontecer que os sintomas apareçam posteriormente com mais intensidade. É conveniente falar com o pediatra sobre os possíveis riscos dc cada vacina.

E importante verificar se as vacinas foram corretamente conservadas antes de serem administradas — a maioria requer temperaturas negativas, pelo que devem conservar-se no frigorífico, em condições adequadas — e se estão dentro do prazo de validade. Em lodos os países existe um calendário de vacinas obrigatório para todas as crianças.

Vacina contra a difteria-tétano-tosse convulsa (DTP) (tríplice)

E a vacina mais antiga e permitiu erradicar a difteria na maioria dos países do mundo. A primeira dose é administrada aos três meses e as doses de reforço aos cinco e sete meses. Aos dezoito meses, dá-se uma nova dose de reforço, apenas contra a difteria e tétano; aos seis anos, outra contra o tétano. Posteriormente, recomenda-se reforçar a dose contra o tétano aos catorze anos. Se a criança se fere com algum material oxidado ou contaminado com excrementos de animais ou outras substâncias potencialmente perigosas, pode necessitar dc receber gamaglobulina antitetânica e, inclusive, se não estiver devidamente imunizada, precisará também de uma dose de vacina contra o tétano.

A administração da vacina DTP faz-se por via intramuscular e deve ser adiada em caso de sintoma febril agudo. Com frequência, produz-se uma reação leve, com febre c irritabilidade que desaparece com fármacos adequados. Pode dar-se igualmente uma reação local no ponto em que se deu a injeção, com vermelhidão e inchaço, que desaparece dois ou três dias depois, naturalmente, e que pode aliviar-se massajando suavemente a área com um algodão embebido em álcool. Esporadicamente pode formar-se um pequeno nódulo que tarda um pouco mais a desaparecer. As reações graves são muito pouco frequentes.

Vacina contra a poliomielite

É uma vacina obtida a partir de poliovírus atenuados provenientes de três famílias de vírus responsáveis pela poliomielite. É muito eficaz e a sua aplicação massiva durante a inicio permitiu o controlo desta doença e mesmo o seu desaparecimento em numerosos países. É administrada por via oral, sendo a primeira dose aos dois meses, coincidindo com a DTP; a segunda, terceira e doses dão-se aos quatro e seis meses, respectivamente, em simultâneo com a DTP.  Recomenda-se a revacinação aos seis anos e a administração de doses de reforço aos 11-13 anos.

É preciso recordar que não deve ser administrada quando a criança tem vómitos, diarreia ou febre. Regra geral, esta vacina não produz nenhum lipo de reação.

Vacina contra o sarampo-papeira-rubéola ou tripla virai (VASPR)

Esta vacina é fabricada com vírus vivos atenuados que se obtêm a partir de embriões de frango, pelo que pode ser contra indicada nas crianças com alergia demonstrada ao ovo. E administrada por via intramuscular, sendo a primeira dose aos quinze meses. Crê-se recomendável outra dose de reforço por volta dos quatro ou seis anos ou aos onze ou doze. O facto de ter tido sarampo, rubéola ou papeira não contra indica a administração desta vacina. Até agora, entre nós era costume revacinarem-se as raparigas contra a rubéola por volta dos onze anos, mas de facto é mais oportuno administrar nessa idade a segunda dose de sarampo-papeira-rubéola.

Esta vacina pode produzir uma reação ligeira, aos oito ou dez dias com febre ligeira e pequenas manchas rosadas na pele (exantema) que desaparecem naturalmente.

Vacina contra a varicela

Existe uma vacina com vírus atenuados, segura e que protege com eficácia. A sua administração reserva-se atualmente para crianças com leucemia e com problemas no sistema imunológico. Não há razão para que esta vacina não se universalize e seja administrada aos quinze meses, juntamente com a do sarampo-papeira-rubéola. Administra-se por via intramuscular e pode provocar pequenas reações transitórias, como dor na região da injeção e leve erupção cutânea.

Vacina contra a hepatite B

É uma vacina obtida por engenharia genética. Administra-se por via intramuscular e está indicada para todas as crianças, adolescentes e adultos. É imprescindível nas situações de elevado risco de infeção, como ocorre quando algum familiar está infetado. A primeira dose pode ser administrada em qualquer idade, seguida de uma segunda dose um mês mais tarde e a terceira seis meses após a primeira, com revacinações periódicas cada quatro ou cinco anos.

O ideal é administrá-la nos primeiros dias de vida. Podem aparecer reacções leves e transitórias na zona da injeção.

Vacina contra o Haemophilus influenzae B

O Haemophilus influenzae B é uma bactéria que pode produzir infeções como meningite e artrite, sobretudo em bebés com menos de um ano. A vacina previne estes problemas e está indicada para
todos os lactentes. Pode ser administrada por via intramuscular em três doses, coincidindo com a vacina da difteria-tétano-tosse convulsa, mas em zonas diferentes, com doses de reforço aos quinze meses. Não produz praticamente nenhuma reação.

Vacina contra a tuberculose

A vacinação contra a tuberculose é controversa porque não tem uma ação completa nem duradoura. Quando se decide administrá-la, é preferível fazê-lo nos primeiros dias de vida, com injeção subcutânea que produz uma pequena proeminência na pele que desaparece após oito ou doze semanas. Por vezes, pode aparecer um abcesso na zona da inoculação.