Gravidez. Um estado físico normal

6 Dezembro 2015
Categoria:
Ter um filho
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Gravidez




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A gravidez é uma situação fisiológica normal, que não deve ser confundida com uma doença ou com um estado físico anormal. O corpo muda e vai sentir-se diferente, mas está saudável: não procure sintomas, embora certamente tenha ouvido muitas vezes dizer que durante a gravidez se sentem náuseas, vómitos e pés inchados. Não se preocupe.

É simplesmente recomendável que, perante a suspeita de estar grávida, vá ao médico para ter a confirmação. A partir desse momento, siga as suas indicações: ele dar-lhe-á os conselhos necessários. Os controlos médicos fá-la-ão sentir-se tranquila e segura e constituem uma garantia para que a criança nasça numa situação de risco mínimo.

Não esqueça que, embora tenha um médico que consulta regularmente, não está doente!

E que nem todas as gravidezes são iguais: efetivamente, cada gestação é diferente, inclusive na mesma mulher. A maior preocupação da futura mãe é, sem dúvida, ter um filho saudável. Para isso é necessário conhecer cedo o seu estado e a partir desse momento ser responsável e, de acordo com o seu médico, seguir todas as instruções que favoreçam uma boa saúde do futuro bebé. Se trabalha, não tem motivos para preocupações; geralmente uma mulher saudável, com uma gravidez normal, pode continuar a trabalhar, desde que se sinta bem.

Sempre que o tipo de trabalho implique algum risco potencial para o feto, pode pedir uma transferência temporária de ocupação;  isto é igualmente recomendável quando as condições físicas a façam sentir-se incómoda ou nos últimos meses da gestação; por exemplo, se tiver de passar demasiadas horas de pé.

Um aspeto que não deve descuidar é a possibilidade de fazer exercido físico com regularidade. Caminhar ou fazer um desporto que não a canse é bom para o seu estado e ajudá-la-á a evitar algum mal-estar habitual, como cãibras, excesso de peso, mudanças de humor, enjoos e insónias. Viajar de avião é perfeitamente possível e não pressupõe nenhum risco até ao oitavo mês. A partir desta altura, para poder ser admitida como passageira pode ser necessário um certificado do seu médico dizendo que não existe risco de parto prematuro. Conduzir não tem contra-indicações e poderá fazê-lo até ao momento do parto, desde que se sinta cómoda e tranquila. Se o cinto de segurança a incomodar, é preferível deixar de conduzir. Não é recomendável fumar nem beber álcool. Existe uma relação direta entre o tabaco e o baixo peso nos recém-nascidos e entre o álcool e as crianças pequenas e com pouco peso.

O álcool, se consumido em quantidades excessivas, pode chegar a produzir alterações importantes nas capacidades mentais do futuro bebé. Recorde sempre que não deve tomar nenhum medicamento sem consultar o seu médico! Relativamente à questão de poder ou não ter relações sexuais durante a gravidez, depende totalmente de si: pode fazer amor sempre que o deseje, exceto se lhe produz dor, hemorragia vaginal ou se a bolsa do líquido amniótico estiver rota.A alimentação deve ser equilibrada. Não esqueça que o que come é importante para si é para o bebé.

É importante beber pelo menos um quarto de litro de leite por dia e fazer as quatro refeições com alimentos variados: frutas, verduras, carne ou peixe, legumes, massas, leite o seus derivados. As bebidas estimulantes, como o café e o chá, não são prejudiciais.

O sal pode ser usado com moderação se não existir nenhum problema especial.

É evidente que esta recomendação de tomar vitaminas e ferro, assim com as quantidades e as composições corretas. A dieta está, inevitavelmente, ligada ao aumento de peso.

Recordo-lhe que, embora durante a gravidez seja necessário controlá-lo, existe uma ampla margem de aumento que será aceite pelo seu médico e que lhe permitirá não ter de passar fome e, depois do parto, recuperar a linha sem grande esforço. Geralmente, aceita-se como correto um aumento de peso entre 12 e 15 kg durante a gravidez o que, todavia, deverá ser sempre avaliado individualmente, de acordo com a estatura, idade e características pessoais de casa mulher.

O facto de o seu corpo se transformar não significa que não possa sentir-se bonita e atraente. Para se vestir, convém escolher roupa cómoda. Felizmente, hoje em dia é fácil adaptar peças amplas não exclusivas de grávidas. Não se esqueça de usar sapatos cómodos e seguros; não sacrifique os seus pés nem se arrisque a cair por usar calçado inadequado. Embora a gravidez seja um estado físico normal, convém recordar que podem existir alguns problemas mas que são pouco importantes e normalmente se resolvem com facilidade.

Os mais habituais são: náuseas ou vómitos, geralmente matinais, ardores, varizes, hemorróidas e prisão de ventre, manchas na pele, pés e tornozelos inchados, dores nos riem, sensação de vertigem ou enjoo, insónias, mudanças de humor e desejos.

Os transtornos digestivos melhoram com refeições pouco abundantes e mais frequentes, que incluam sempre verduras e frutas. Também é conveniente beber uma quantidade adequada de líquidos, no mínimo um litro por dia. Aplicar habitualmente óleos e cremes hidratantes pode diminuir a possibilidade de aparecerem estrias cutâneas.

Apoiar as pernas num banco, sempre que estiver sentada, é uma medida eficaz para prevenir ou atenuar o inchaço dos pés. De qualquer maneira, se padecer de algum destes males, não se alarme e consulte o seu médico.

Este poderá orientá-la e ajudá-la a resolvê-los. Se o seu ginecologista lhe propuser fazer um curso de preparação para o parto será boa ideia aceitar, pois não há dúvida de que esta preparação ajuda substancialmente a diminuir as dores do parto, a compreender as instruções e a colaborar melhor. É muito importante que o pai também participe, pois sentir-se-á a tomar parte, além de ser gratificante para os dois.