Incontinência fecal. Encoprese - Doutor das Crianças - Guia Médico

9 Outubro 2017
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Incontinência fecal. Encoprese - Incontinência fecal. Encoprese




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Habitualmente, o controlo do esfíncter anal atinge-se antes do da urina. Entre o primeiro e o segundo ano, a criança adquire consciência do momento em que se produz a dejeção e gosta de ver as suas fezes, que consideram uma coisa que lhe pertence. Nesta idade, pode tentar-se fazer com que o ato de sentar-se no bacio lhe sugira a necessidade de puxar e defecar.

Este é um ensino  puramente condicionado, que passa pela criação de um reflexo e o facto de a criança,  aparentemente colaborar com o sistema não significa que possa colaborar e controlar as fezes voluntariamente. Depois dos dois anos, a tendência para a imitação, e um pouco mais tarde o desejo de ser elogiada pelos seus progressos são estímulos úteis para conseguir o verdadeiro controlo.

A experiência demonstra que os melhores resultados se obtêm atuando de acordo com a vontade da criança, sem a violentar nem coagir. A primeira medida consiste em familiarizá-la lentamente com o ato de se sentar no bacio ou na sanita, sem a forçar e sem que isso seja motivo de repúdio da sua parte.

Depois de o ter conseguido, explique-lhe de uma forma simples para que serve o bacio e sente-a quando ache que ela tem vontade. A operação pode ser repetida várias vezes ao dia e a criança sente-se contente quando consegue defecar no bacio. Para se conseguir um controlo adequado antes dos três anos é necessário repetir a operação durante dias ou semanas até estabelecer uma rotina. Algumas crianças têm dificuldade e só aprendem a fazê-lo bastante mais tarde. Outras podem perder o controlo meses ou anos depois de o terem adquirido.

Algumas situações de tensão ou angústia podem, por vezes, originar um descontrolo que ocasiona um escape parcial das fezes para a roupa. Es/e transtorno recebe o nome de encoprese. No entanto, o mais frequente é que a encoprese seja consequência da prisão de ventre persistente. A criança com prisão de ventre perde o reflexo da dejeção, já que se habitua a não ir à sanita quando tem vontade. A ampola rectal está sempre cheia de fezes que, ao ficarem ali retidas, se tornam secas e duras provocando dores ao sair através do ânus. A criança associa, então, o ato de defecar com algo doloroso, tratando de o evitar e fechando assim um círculo vicioso.

Quando a ampola rectal se dilata por estar cheia de fezes, é possível que as dejeções retidas exerçam uma pressão que faz com que o esfíncter anal se relaxe parcialmente deixando sair de forma insensível e involuntária uma maior ou menor quantidade de fezes. Esta situação, que é dolorosa e incómoda para a criança e para os pais, deve ser discutida com o pediatra para iniciar um tratamento que ajude a corrigi-la.

Para prevenir a encoprese causada pela prisão de ventre, são importantes duas coisas:

– Dar-lhe uma alimentação rica em fibras que inclua frutas sem descascar, sumos sem coar, verduras e legumes sem triturar, pão, bolachas e cereais integrais.

– Sentá-la no bacio ou na sanita, todos os dias à mesma hora, se possível depois das refeições e sem pressas, para que ela puxe até conseguir uma dejeção abundante que esvazie totalmente a ampola rectal.

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