Jogos eletrónicos e jogos de vídeo - Doutor das Crianças - Guia Médico

11 Maio 2017
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Jogos de video - Jogos eletrónicos e jogos de vídeo




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Atualmente, os jogos de vídeo são os brinquedos preferidos por um amplo grupo de crianças que lhes dedica uma parte importante do seu tempo. Os jogos de vídeo exigem participação e uma mente atenta e são uma alternativa melhor que ver televisão se lhes for dedicado apenas um tempo razoável.

Benefícios mais evidentes dos jogos de vídeo:

– Promovem a atenção e obrigam a recordar factos e a desenvolver estratégias criativas.

– Favorecem o desenvolvimento da coordenação mãos-olhos.

– Melhoram a perceção visual.

Os inconvenientes são quase os mesmos dos da televisão:

– Podem apoderar-se do tempo livre e do tempo de estudo.

– Podem impedir o desenvolvimento de outras atividades importantes, como o desporto e a leitura, e anular a possibilidade de brincar com outros jogos.

– Podem limitar a relação social da criança, isolando-a dos amigos e da família.

– Quando violentos podem estimular a aceitação da violência na vida real.

É possível os pais suspeitarem que a criança está a abusar dos jogos de vídeo quando não acaba os deveres e baixam as notas; não dorme o suficiente ou deixa de brincar fora de casa; quando está muito tempo sozinha e se mostra preocupada em encontrar soluções para os jogos. Não é razoável esperar da criança uma restrição espontânea do tempo que dedica aos jogos de vídeo. Em geral, se depender dela, jogará sem cessar!

A criança precisa de se sentir submetida a determinadas normas impostas pelos pais para se controlar:

– É imprescindível que só tenha acesso ao videojogo depois deter acabado as suas tarefas escolares como recompensa pelo seu trabalho.

– É necessário limitar com rigor o tempo máximo permitido para os jogos de vídeo, que não deve ser superior a uma hora nos dias de aulas (sempre que as notas forem boas), e duas ou três horas aos
fins-de-semana.

– Não se deve permitir que a criança se deite mais tarde para terminar um jogo porque no dia seguinte estará cansada e terá mais dificuldade para prestar atenção e assimilar os conhecimentos na escola. A hora de ir para a cama deve ser cumprida estritamente.

– A televisão e a máquina de jogos não devem estar no quarto de dormir.

– Se os irmãos discutem entre si pela utilização do videojogo, os pais, sempre que for possível, devem evitar intervir.

E preferível estimular as crianças a resolverem por elas as suas diferenças e não as habituar a terem um “árbitro” ao lado que lhes resolve todos os problemas. Se a discussão não acaba e aumenta de intensidade, o mais oportuno será retirar-lhes o videojogo até que eles sejam capazes de chegar a um acordo.

A compra ou o aluguer dos jogos deve ser controlado, evitando os que são excessivamente violentos e estimulando os jogos de aventuras ou puzzles. A criança participa mais ativamente na violência dos jogos de vídeo e estes têm mais impacte no seu comportamento do que os programas de televisão, nos quais ela não passa de um espectador passivo.

– Sempre que for possível, podem aproveitar-se os jogos educativos dos computadores pessoais. Os jogos de computador combinam o ensino com o entretenimento e a criança aprende a mexer no computador estimulada pelo jogo. É preferível comprar um computador simples que uma consola exclusivamente para videojogos.

– O tempo livre deve ser organizado com atividades variadas, como a leitura, a música, o desporto e as brincadeiras ao ar livre, em família ou com os amigos.

Jogos de vídeo e epilepsia

Existe uma forma rara de epilepsia chamada “fotossensível” que se caracteriza pelo aparecimento de ataques ou crises convulsivas quando o paciente está em contacto com uma luz brilhante e intermitente que invade totalmente o campo visual. Isto pode suceder com a televisão, com os jogos de vídeo, com os faróis dos carros ou com as luzes intermitentes de uma discoteca. A luz atua como desencadeante do ataque ou crise, embora isto só suceda nas pessoas que padecem desta forma rara de epilepsia (aproximadamente um em cada 1500 epilépticos).

Jogos de vídeo e dependência

A dependência é um risco. A criança pode chegar a concentrar-se durante horas nos jogos, alheando-se completamente de tudo e evitando relacionar-se com outras crianças. Todavia, comprovou-se que a maioria dos aficionados dos videojogos é extrovertidos, sociáveis e emocionalmente estáveis. Em suma, os videojogos não são maus se forem utilizados de forma criteriosa. Ajudam a desenvolver algumas capacidades e são mais educativos do que a televisão; exercitam funções mentais e obrigam a criança a resolver problemas e a fazer raciocínios.

Se forem proibidos totalmente, é provável que a criança vá usar os de outros colegas para brincar. Por isso, o ideal é ensinar-lhe a usá-los com moderação. Um bom estímulo para a sua cooperação é dando o exemplo, não passando demasiado tempo em frente da televisão. Permitir que a criança ensine aos pais a jogar com os videojogos é uma boa maneira de desenvolver a sua autoestima e favorecer a interação familiar.

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