Novos horários e novos hábitos

10 Fevereiro 2015
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Novos horários e novos hábitos




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A independência que a criança vai adquirindo progressivamente fá-la aproximar-se pouco a pouco dos horários dos adultos, sentando-se com eles à mesa várias vezes ao dia. Com um ano é habitual que a criança se levante um pouco mais tarde e tome o pequeno- almoço com a pessoa que se ocupa dela depois de os pais terem saído para o trabalho. Se vai para o infantário, geralmente sai de casa com os pais e, muitas vezes, toma o pequeno-almoço lá.

A hora a que a criança se levanta de manhã condiciona a hora de se deitar, já que nesta idade, para além da sesta depois da refeição, a maioria necessita de cerca de dez-doze horas de sono.A sesta é uma prática entre os dois e os três anos, sendo este um dado referencial, uma vez que existem variações individuais importantes. A criança deve ser habituada a uma certa disciplina de horários, não só por uma questão educativa, mas também porque tal favorece a segurança em si própria e desenvolve a sua atividade, embora isto não assente numa base científica.

Por volta dos dois anos, é habitual que se inicie uma fase de temores, em que a criança se torna por vezes irritante, sendo difícil lidar com ela. Uma situação típica é aquela a que se assiste à hora de ir para a cama, em que frequentemente a criança se mostra ansiosa e não quer ficar sozinha no quarto, recorrendo a múltiplas artimanhas para evitar que a mãe ou o pai se afastem.

Outras vezes, chora e rebela-se por ter de ficar no infantário; se nos primeiros dias a mãe se angustia com esta atitude e fica a seu lado, ela apercebe-se rapidamente disso, o que aumentará a sua insegurança e a estimulará a rebelar-se ainda mais. Embora não seja fácil, deve-se encontrar um ponto de equilíbrio para que a criança se sinta segura, mantendo no entanto um certo método. E importante não lhe dar a perceber que exerce um controlo sobre os seus pais, já que isso levá-la-á a exagerar os seus temores e inquietações e a sentir-se mais tensa. Os novos hábitos estão marcados pelo desejo de imitação e de independência, por isso é crucial para ela sentir-se querida e protegida, sem confundir isto com o consentimento indiscriminado.

A criança ganha independência de uma maneira progressiva, embora tenha a consciência de que precisa continuamente dos adultos e, possivelmente, por essa razão, o seu carácter e as suas atitudes vitais futuras vão ser influenciadas pelas respostas de ajuda e pela compreensão recebidas nesta idade.

A disciplina deve ser incutida com amor e tolerância, adequando os métodos à capacidade de compreensão da criança. Isto significa que os pais devem agir naturalmente e guiarem-se pelo bom senso, sem complicar demasiado as coisas, tentando analisar a par e passo o comportamento do seu filho. O amor, o carinho e o bom senso são os melhores conselheiros para ajudar os pais a enfrentar as situações do dia-a-dia.