O Choro - Doutor das Crianças - Guia Médico

28 Agosto 2017
Categoria:
O Primeiro ano
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Inicialmente, o choro é a única forma que o bebé tem para comunicar com o mundo exterior e transmitir as suas inquietações e os seus desejos, manifestando sensações bem diferentes. As suas causas mais frequentes durante as primeiras semanas são a fome, sentir-se incómodo ou sozinho. Durante o primeiro mês, chora habitualmente sem lágrimas mas também é normal que isso aconteça durante o primeiro ano.

Á medida que as semanas passam, a mãe aprende a interpretar os diferentes timbres do choro e, por volta do quarto mês, torna-se mais fácil distinguir entre um choro normal e um que traduza algum problema sério. A fome, a sede, a necessidade de expelir gases e a dentição são situações em que o bebé chora para chamar a atenção e ser atendido. Durante os três primeiros meses, pode ter longos períodos de choro devido às chamadas cólicas do lactente, às quais também já fiz referência. Aos seis meses é normal que chore para manifestar que não quer ficar só num lugar nem que o ponham no berço ou na cadeirinha depois de ter estado ao colo. Nesta idade, a solidão é, com frequência.

Aos seis meses é normal que chore para manifestar que não quer ficar só num lugar nem que o ponham no berço ou na cadeirinha depois de ter estado ao colo. Nesta idade, a solidão é, com frequência, a causa do choro. Durante o segundo semestre de vida, o desenvolvimento da sua personalidade vai definindo gostos e recusas, que manifesta pelo
choro.

Noutras ocasiões, o choro pode ser o primeiro sinal de que alguma coisa não está bem. O bebé chora porque se sente incómodo, quando tem febre ou está a incubar alguma doença. Se o choro é contínuo e diferente do habitual, deve consultar o pediatra ou, se for possível, faça uma consulta telefónica para que o pediatra possa decidir, depois tomar conhecimento da situação, se é necessário ser observado.

Lembre-se que depois de uma vacina é possível que ele esteja choramingão e irritável durante dois ou três dias. Noutras ocasiões, o choro pode ser apenas mais uma forma de libertar energia, sem que exista qualquer problema específico. Considero uma tática educativa errada deixar o bebé chorar por sistema durante muito tempo. Apesar de ser difícil, convém interpretar as razões do choro para poder tomar uma atitude adequada a cada circunstância, evitando descurar situações onde exista, de facto um problema, mas sem cair no extremo de se tornar escrava dos desejos do bebé.

Depois de fazer um ano, a frequência do choro diminui notavelmente e a criança começa a utilizá-lo para demonstrar o seu orgulho ferido quando não consegue fazer coisas sem a interferência dos adultos. Ao mesmo tempo, a sua maior necessidade, nesta fase, é sentir o amor e a segurança que a mãe lhe pode oferecer e utilizará o choro para dizer que se sente só e abandonado.

A partir do ano e meio começam a aparecer medos que, amiúde, o bebé expressará através do choro. Como tudo o que se refere ao ser humano, existem variações individuais e a frequência do choro da criança mais crescida depende em parte da sua personalidade, embora uma educação incorreta e uma incapacidade em lhe transmitir amor e confiança possam ser elementos externos perturbadores.

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