28 Dezembro 2015
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O divórcio




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As crianças percebem e sentem as discussões e os conflitos existentes entre os pais, embora aparentemente não o demonstrem, o que lhes causa angústia e inquietação.

É recomendável que, na medida da sua capacidade de compreensão, os pais lhes expliquem com simplicidade que os desentendimentos e discussões não são nada de terrível e que, em caso algum, irão afetar o carinho que sentem por elas.

Perante a suspeita de uma separação, a criança, principalmente se for pequena, terá a sensação de desamparo, uma vez que para ela a família constitui todo o seu mundo.

Daí a importância de se conversar com ela, procurando sossegar os seus temores, para que compreenda que os seus pais continuam a amá-la e que irão ocupar-se dela, mesmo que separados.

Uma boa adatação após um divórcio depende da possibilidade de se manter uma relação continuada com o pai e com a mãe, e da atitude positiva e equilibrada que estes adotem, minimizando os problemas que possam existir entre eles e sem se servirem da criança como transmissor de tensões.

E inevitável que o divórcio se repercuta temporariamente na estabilidade emocional da criança, mas uma convivência violenta entre o casal torna-se com frequência mais traumatizante. Cada caso necessita de ser tratado de forma individualizada, mas é razoável esperar que uma atitude positiva por parte dos pais, mantendo ambos contactos regulares com a criança e evitando críticas mútuas, possa ser uma boa solução.

A separação altera a vida da criança e também a dos pais. A primeira batalha, quando não existe comum acordo, dá-se aquando da decisão sobre quem deterá a custódia da criança e quais serão as condições económicas. Até aqui, a norma era as crianças ficarem a viver com a mãe e o pai ter um regime, mais ou menos amplo, de visitas organizadas.

Atualmente, demonstra-se, cada vez com mais frequência, que o pai pode corresponder às necessidades da criança, e aumentam as decisões judiciais atribuindo-lhe a custódia.

A lei espanhola, bem como a da maioria dos países ocidentais, não faz qualquer tipo de discriminação e protege sempre o cônjuge mais vulnerável. A realidade no nosso país é a de que as mães são, na maioria dos casos, quem continua a ocupar-se dos filhos.

O ideal seria conseguir um acordo entre o casal em função das particularidades específicas da vida de cada um, embora isto se torne, em geral, difícil.

A custódia partilhada pode ser uma boa solução, embora seja igualmente difícil compatibilizar as necessidades da rotina diária estável de que a criança necessita, com o desejo de ambos os pais de a terem. A melhor solução é sempre aquela que evita o máximo de discussões e brigas e na qual ambos os pais se sentem tratados de forma justa, estando conscientes dos danos desnecessários que provocam à criança quando, perante ela, se dedicam a criticar o outro. Há que respeitar os compromissos que se estabelecem para as visitas, procurando criar nestes encontros um ambiente normal e descontraído.

Muitos pais têm dificuldades de comunicação com as crianças durante as visitas e muitas vezes elas também se sentem incomodadas, chegando até a não desejar estes encontros. Pode tornar-se útil estabelecer atividades rotineiras que divirtam a criança, sem que seja necessário organizar sempre programas especiais. A maioria dos filhos de pais divorciados agarra-se à ideia de que a situação é transitória e só com o tempo aceitam que não haverá reconciliação. Quase sempre manifestam uma rejeição clara quando percebem que a mãe pode ler uma relação com outro homem, o que é perfeitamente lógico, se analisarmos a questão do ponto de vista da criança; curiosamente, aceitam muito melhor que isto possa acontecer com o pai.

E necessário tempo e muita compreensão e paciência para superar estas atitudes. Um divórcio é sempre difícil e duro para toda a família, mas também se pode conseguir uma recuperação total para todos, sem situações negativas permanentes.