13 Maio 2016
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O sono




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À medida que a criança cresce, as horas de sono diminuem e passam a ser os únicos momentos que a mãe ou a pessoa que trata dela têm para fazer aquilo que não podem fazer quando ela está acordada. Por isso, a mãe procura que a criança tenha a fralda seca, se sinta confortável, quente e a casa esteja calma para a pôr a dormir uma ou duas vezes por dia e poder ter umas horas de sossego. Isto sucede desde que ela começa a andar sozinha, altura em que obriga quem trata dela a mantê-la permanentemente sob vigilância.

É costume recomendar um número de horas de sono superior àquele que a criança necessita, já que existe a ideia de que por volta de um ano a criança deve dormir entre catorze e dezasseis horas por dia. No entanto, cada criança tem, nesta área, necessidades e tendências pessoais e exclusivas que devem ser respeitadas. Não convém que a criança associe a cama e as horas de sono programadas durante o dia com a solidão imposta ou com a ausência da mãe, pelo que deve ser criado um ambiente que lhe permita gozar os momentos que antecedem o sono, mantendo-a entretida, a brincar sozinha ou a observar objetos que estejam no seu campo visual até adormecer.

Os queixumes e o choro quando fica sozinha na cama são inevitáveis e perfeitamente lógicos e não devem ser interpretados como falta de sono. Os pais não devem sentir-se culpados nem pensar que essas atitudes se devem a uma má-educação. Geralmente, entre o primeiro e o segundo ano, a maior parte das crianças dorme aproximadamente doze horas por noite e faz duas sestas por dia, uma depois de tomar o pequeno-almoço e outra depois do almoço.

A duração da sesta é muito variável, podendo oscilar entre uns minutos e várias horas. A medida que cresce, a criança abandona-a voluntariamente e se não quiser não deve ser obrigada a fazê-la. Entre os nove e os doze meses, a criança adquire capacidade para inibir o sono voluntariamente. Esta fase pode ser particularmente conflituosa se não for dirigida com tato, já que qualquer imposição por parte da mãe pode provocar um estado de excitação e tensão que a impossibilitem de conciliar o sono. Por exemplo, o medo da escuridão e a recusa em separar-se da mãe podem levar a criança a resistir a ir para a cama.

Não se sabe exatamente a razão por que algumas crianças acordam à noite, existindo opiniões contraditórias para explicar este comportamento que acaba por ser desesperante para os pais. Algumas observações sugerem que os bebés que recebem menos atenção durante o dia, que estão menos tempo ao colo dos pais, com medo de as educar mal, acordam mais vezes durante a noite, enquanto outros estudos concluem que os bebés que acordam mais durante a noite são os mais mimados. Seja qual for o caso, é necessária uma certa dose de bom senso e de paciência para lidar com uma criança que dorme pouco.

E aconselhável que o pediatra analise a situação, devendo a mãe ou o pai recordarem o momento em que o problema surgiu para averiguarem se estará relacionado com alguma atitude ou mudança concreta que justifique o transtorno. A criança pode desejar que a mãe fique ao pé dela antes de adormecer ou contentar-se com alguns objetos, como a chupeta, um boneco específico, um brinquedo ou chuchar no dedo. Algumas gostam de se balançar ou de mexer no cabelo para se descontraírem antes de adormecer e não devem ser contrariadas.

 medida que cresce, entre os quinze e os dezoito meses, intensifica-se o desejo de ficar mais tempo acordada. O sono é uma necessidade vital e qualquer criança saudável dormirá o tempo de que necessita se lho permitirem. Embora seja normal os pais angustiarem-se e não conseguirem descansar com uma criança que dorme pouco, não há nenhum estudo que demonstre que uma criança que fica acordada voluntariamente seja prejudicada por essa razão. O problema do sono coloca-se mais pelas horas a que a criança dorme do que pelo tempo total que dorme.

Aparentemente o que preocupa os pais é saber se ela dorme o suficiente, mas de facto o problema real consiste em saber se os pais conseguem encontrar tempo para descansar, adaptando-se aos horários da criança.