Os primeiros minutos de vida - Doutor das Crianças - Guia Médico

5 Julho 2018
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Quando o bebé se encontra no mundo exterior, depois de atravessar a vagina da mãe, a sua necessidade mais imperiosa é começar a respirar. Se tudo correr com normalidade, estabelecer-se-á um ritmo respiratório mais rápido do que o do adulto, sendo também os seus batimentos cardíacos mais numerosos durante os primeiros meses.

Uma adequada respiração e uns vigorosos batimentos cardíacos farão com que o bebé recupere a cor rosada que indica boa circulação do sangue e do oxigénio por todo o seu corpo. Para determinar se o recém-nascido se adaptou corretamente ao novo ambiente ou se necessita de reanimação, existe um teste, denominado Índice de Apgar, que se realiza ao minuto e aos cinco minutos de vida e avalia a respiração, a cor, os batimentos cardíacos, o tónus muscular e a capacidade de resposta do bebé aos estímulos.

Cada parâmetro recebe uma pontuação de zero a dois pontos, obtendo-se um apgar máximo de dez pontos quando o estado do recém-nascido é ótimo.

Logo ao primeiro contacto com o recém-nascido, a mãe e o pai tornam realidade todas as expetativas que tiveram durante a gestação. O bebé, imediatamente após o nascimento, vai exercer uma poderosa influência sobre os pais. Na realidade, ele está desde o primeiro dia de vida preparado para se relacionar com os adultos através dos laços emocionais, que garantem a sua sobrevivência dentro de um regime de dependência. Nos primeiros dias de vida, o bebé é também capaz de ter breves períodos de contacto visual e, sobretudo, nos minutos a seguir ao nascimento, é provável que possa desfrutar o chamado “estado de alerta tranquilo”, um momento especialmente propício para olhar em volta e estabelecer relações.

Desde muito cedo sente também atração pelo rosto humano e dispõe de uma organização nos seus sentidos que lhe permite orientar a cabeça para o lado donde provêm os sons.

É essencial que, pelo menos durante a primeira hora de vida, o bebé possa permanecer perto dos pais, em contacto físico direto com o corpo da mãe e do pai, os quais devem aproveitar esses momentos para acariciar e explorar todo o seu corpo.

Felizmente, esta atitude é cada vez mais reclamada pelos pais e estimulada pelo médicos, alterando assim o hábito de colocar o recém-nascido sozinho no berço nos minutos seguintes ao nascimento.

Recomendo que nas consultas antecedem o parto não deixem de manifestar ao ginecologista o vosso desejo de terem o bebé ao vosso lado. É importante recordar que cada recém-nascido, tal como cada um de nós, é diferente, tanto nos seus traços físicos como nas suas respostas emocionais; portanto, todos os comentários feitos neste livro sobre as suas possíveis reações são orientativos e não deve estranhar que o seu bebé tenha peculiaridades que o diferenciam dos demais.

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