Problemas e doenças mais frequentes no primeiro ano - Doutor das Crianças - Guia Médico

17 Novembro 2018
Categoria:
O Primeiro ano
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Problemas e doenças mais frequentes no primeiro ano - Problemas e doenças mais frequentes no primeiro ano




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Durante os três primeiros meses, o problema mais frequente são as cólicas do lactente, já referido. Uma situação comum é a dos pequenos vómitos ou regurgitações que se produzem depois da ingestão de alimento, coincidindo frequentemente com o arroto.

Como já referi, não têm qualquer importância nem devem ser considerados como doença.

Quando tem vómitos mais abundantes, diferentes do bolsar ao acabar a refeição e ao expelir ar, deve ser visto pelo pediatra, porque existem alguns transtornos frequentes, provocados, por exemplo, pela falta de maturidade da união entre o esófago e o estômago (incompetência cardio-hiatal) que, apesar de desaparecer de forma espontânea, deve ser controlada. Outra situação menos habitual é a existência de uma estenose hipertrófica do piloro que deve ser diagnosticada e tratada sem demora.

Durante os primeiros meses são relativamente frequentes os problemas respiratórios simples como a infeção das vias aéreas superiores, que pode provocar dificuldade na ingestão de alimentos, já que, ao ter o nariz congestionado por secreções, o bebé tenderá a respirar pela boca, tornando difícil a sucção. As lavagens nasais com soro fisiológico ou apenas com água e sal são úteis para descongestionar o nariz e facilitar a respiração nasal. Podem fazer-se com uma pequena seringa de plástico, pondo, pelo menos 1-2 cc em cada fossa nasal, preferencialmente dez ou quinze minutos antes de cada toma.

Não existe nenhum risco em repetir esta aplicação várias vezes ao dia.

Se a solução for preparada em casa, adicione uma pitada de sal a um litro de água previamente fervida que irá utilizando ao longo do dia. Se a constipação vem acompanhada por tosse ou dificuldade em respirar, deve ser controlada pelo pediatra porque os processos respiratórios podem ser especialmente graves nos lactentes. Os bebés com antecedentes familiares de alergia estão particularmente predispostos para os problemas alérgicos que podem começar nos primeiros meses. Os órgãos em que se manifesta a alergia são a pele, o aparelho respiratório e o digestivo. Os quadros respiratórios alérgicos caracterizam-se pelos ruídos e pela dificuldade em respirar, geralmente sem febre. Deverão ser sempre controlados pelo pediatra.

A alergia digestiva aparece quase sempre durante o primeiro semestre de vida nos bebés alimentados a biberão e caracteriza-se por fezes moles ou líquidas, numerosas e acompanhadas por uma diminuição de apetite, irritabilidade e um aumento de peso pouco significativo. Este problema será analisado pelo pediatra que indicará uma alimentação especial com uma fórmula que não contenha proteínas de vaca. O bebé voltará a tolerar o leite por volta dos dois-três anos.

Esta alergia raramente se manifesta em bebés alimentados ao peito.

Nos casos excecionais em que as proteínas de vaca proveniente dos alimentos que a mãe ingere passam através do leite materno, é necessário submeter a mãe a uma dieta sem leite e sem carne de vaca.

Nos lactentes a manifestação alérgica cutânea mais frequente é a dermatite atópica que costuma iniciar-se sob a forma de lesões escamosas na pele e no couro cabeludo.

As lesões da pele, na sua maioria, não têm importância, mas convém que sejam observadas pelo médico para estabelecerem o diagnóstico seguro entre as diferentes possibilidades.

Outro problema frequente durante os primeiros meses é o lacrimejar contínuo com aparecimento de remelas, como consequência da obstrução do canal lacrimal.

Este quadro é acompanhado de uma inflamação ligeira do saco lacrimal conhecida como dacriocistíe. Esta obstrução desaparece quase sempre espontaneamente, à medida que o bebé cresce. E conveniente efetuar lavagens frequentes, três ou quatro vezes por dia, com compressas ou gazes limpas embebidas numa infusão de camomila, bem coada para que não contenha resíduos que podem ser irritantes, aplicando sobre as pálpebras durante uns minutos a gaze embebida no líquido tépido. Com este tratamento, costuma evitar-se a infeção. Mesmo assim, é conveniente fazer uma pequena massagem sobre o canal lacrimal (no canto interno do olho). Quando, apesar destas medidas, aparecer uma secreção purulenta, deve consultar o pediatra.

Só num pequeno número de casos é necessário recorrer à dilatação do canal sob anestesia, realizada por um oftalmologista experiente. A obstipação é um problema frequente durante os primeiros meses, sobretudo em bebés que não são alimentados ao peito.

O seu tratamento já foi explicado. A febre durante os primeiros meses é um sinal que deve ser sempre analisado pelo pediatra.

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