Visão. Relacionamento com as pessoas

5 Setembro 2016
Categoria:
O Primeiro ano
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Visão




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Já referi que ao completar o primeiro mês, o bebé é capaz de olhar com atenção para uma pessoa e seguir a deslocação de um objeto. Em resposta ao que vê, no segundo mês, começa a mover os braços e as mãos tentando alcançá-lo. Por volta do terceiro mês, a coordenação melhora rapidamente, inicia-se a preensão ativa e segura, durante algum tempo, um objeto que se lhe dê.

O sorriso e a troca de olhares são as armas mais valiosas que possui para obter uma relação social satisfatória com a mãe ou com a pessoa que trata dele e, por volta do segundo mês, sente-se mais à vontade e feliz com pessoas conhecidas do que com estranhos e sorri, mostrando de forma inequívoca as suas preferências. A partir do quarto mês, começa a dar gargalhadas quando deseja mostrar prazer, sendo igualmente capaz de manifestar o seu desgosto através do choro ou com mudanças de expressão que denotam, de forma clara, irritabilidade ou inquietação.

Aos seis meses, mostra nitidamente a sua preferência pelas pessoas que tratam habitualmente dele e fica ansioso quando se aproxima algum estranho, sobretudo quando está ao colo da mãe, apesar de aceitar pessoas desconhecidas quando está sozinho.

No sétimo mês, começa a responder às mudanças de expressão faciais das pessoas com quem se relaciona. Nesta fase, a angústia e o temor da separação das pessoas conhecidas estão relacionados com o grau de intensidade que tenha atingido na comunicação e troca de emoções com elas.

Sempre que for possível, mantenha um contacto verbal com o bebé quando se afasta dele e repare como ele fica mais tranquilo quando está deitado e você lhe fala apesar de estar fora do seu alcance visual. Por volta dos seis meses, exprime uma clara satisfação quando se vê ao espelho e reage inequivocamente perante as mudanças emocionais das pessoas que estão perto dele e por volta do nono e meses, a coordenação motora permite-lhe soltar um objeto no momento em que outra pessoa lhe pega, sendo capaz de descobrir um brinquedo escondido e de tentar pegar numa coisa que tenha deixado cair.

Ao mesmo tempo, torna-se cada vez mais independente e começa a gatinhar, tentando seguir continuamente a mãe. Nesta idade, diz adeus com a mão e, se lhe ensinarem, pode brincar ao “cu-cu” e a outros jogos simples. Entre os seis e os doze meses começa a imitação, fase especialmente atrativa para o estimular e poder assistir aos seus progressos diários.

Mais ou menos aos nove meses verifica-se esta situação: o bebé desenvolve o conhecimento de que “as coisas existem ainda que não se vejam” e é capaz de pegar em algo que está fora da sua vista mas ao seu alcance e que previamente havia despertado o seu interesse como, por exemplo, tentar chegar a um brinquedo que está debaixo de um cobertor. Ele sabe que embora esteja fora da sua vista, não está fora do seu alcance.